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Dança e teatro

Diretor teatral espanhol cria espetáculo com grupo de dança do IFG Aparecida de Goiânia

Criado: Sexta, 06 de Abril de 2018, 20h38 | Última atualização em Segunda, 09 de Abril de 2018, 09h44

Grupo Corpo Composto apresenta novo espetáculo sobre Adolescência, desta vez com a direção de um artista espanhol.

imagem sem descrição.

Desde o dia 12 de março os dançarinos do grupo de dança Corpo Composto do IFG Aparecida de Goiânia participam de uma experiência internacionalmente rica e dinâmica. Trata-se da remontagem do espetáculo “Q”, do diretor espanhol Antònio Gómez Casa. A obra, criada para um elenco adolescentes, trata de questões próprias desta idade de transição, mas é um espetáculo para todas as idades. Uma pré-estreia está marcada para dia 05 de maio, no Teatro Cidade Livre, em Aparecida de Goiânia, e a estreia ocorrerá no Teatro Sonhus, em Goiânia, no dia 11 de maio.

Segundo o diretor da obra, o espetáculo “Q” foi criado no ano de 2015 e é uma produção da Companhia Inestable 21, que é a companhia de adolescentes e crianças da Escola Municipal de Teatro de Lleida, na Espanha. A parceria para remontagem desse trabalho com os alunos do IFG Aparecida de Goiânia, no Brasil, se deu por meio dos professores do curso de Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Goiás, que conheceram o diretor quando ele já estava em Goiânia para a direção de outros trabalhos artísticos, de outros grupos cênicos da capital. Encaminhada a proposta de parceria entre a escola de Aparecida de Goiânia e a escola de arte da Espanha, o IFG firmou um convênio que garantirá um intercâmbio ainda mais efetivo, entre  professores e alunos das duas instituições, pelos próximos três anos.

 

Morte e Renascimento

O espetáculo “Q” é uma obra de ficção, baseada nos conflitos de identidade que surgem no período da adolescência. Por isso a montagem é feita para ser representada por um elenco que esteja passando pela mesma fase etária da personagem principal, chamada de “Q”. Segundo o criador e diretor da obra, nesta época as pessoas têm suas principais crises de identidade, se perguntando quem elas são e para onde elas vão. Segundo ele, isto é quase como um momento de morte e de renascimento. Sobre isto ele fala: “É um momento onde você deixa pra trás a infância e entra no mundo dos adultos. Então é um momento da vida que todos passamos, e por isso o público se sente tão identificado. Com o espetáculo nós queremos mostrar como de alguma forma todos nós morremos nesta época, abandonando o que éramos e renascendo para sermos pessoas novas.”

Sobre o nome do espetáculo, o diretor revela: “O nome do espetáculo surgiu porque não queríamos colocar um nome concreto para a protagonista. Não queríamos que se chamasse Maria, nem Cristina, porque ‘Q’ somos todos nós. A escolha da letra se deu em dois sentidos, em um deles em função dos teclados QUERT de celulares e computadores. Q é a primeira letra da esquerda, é o início. O segundo sentido surgiu quando lembramos que os computadores antigos usavam esta letra para sair de algum programa, para se desconectar, fazendo referência à palavra QUIT”.

 

Intercâmbio

A coordenadora do curso de Licenciatura em Dança, a professora Rousejanny da Silva Ferreira, explica que este projeto de intercâmbio tem sido de imenso proveito para todos os alunos que integram o Grupo de Dança Corpo Composto, tanto pelo aspecto do aprendizado de novas maneiras de se expressar por meio da arte, pelo fato de haver esse contato com um novo tipo de direção artística, de uma pessoa diferente dos que já trabalham com eles, quanto pela troca cultural com a escola de Lleida, na Espanha, recebendo novos conteúdos de uma outra parte do mundo. É uma ampliação do olhar destes jovens, que faz com que mudem a forma de ver o mundo em que vivemos.

Sobre o espetáculo ter sido criado na Espanha e depois trazido pro Brasil, Rousejanny pontua: “A obra tem sintonia com os jovens daqui e de qualquer parte do mundo, porque o Antònio trabalha com uma dramaturgia muito dialógica. Os meninos criam junto com o diretor o tempo todo. Há um diálogo, há uma escuta, para que os nossos jovens coloquem em cena aquilo que eles desejam. Não é um trabalho tipo copia e cola. É uma nova criação, feita com a parceria dos nossos alunos.”

 

Ineditismo e dedicação

Segundo a professora Rousejanny, esse tipo de parceria não é muito comum nas escolas de dança do Brasil e principalmente de Goiás. Sobre isto ela comenta: “Isso é um problema porque a gente acaba se isolando um pouco e não tendo contato com outras realidades. Mas isso é claro, não é uma questão da dança fechar as portas pra esse tipo de parceria, mas é que muitas vezes ações nesse sentido se tornam muito caras, ou inviáveis de acontecer, por aporte financeiro, por tempo ou mesmo por dedicação. Para este trabalho que estamos fazendo, houve um esforço muito grande, de todas as partes do projeto, pra que a gente pudesse colocar esse espetáculo em cena aqui em Aparecida de Goiânia e Goiânia. Está sendo uma parceria, para além do compromisso formal entre as instituições, mas um compromisso muito carinhoso, porque o António vem para nossa escola, dedica três dias da semana dele, fazendo isso de forma gratuita, como uma forma de selar essa troca, que posteriormente também terá uma etapa na Espanha, com a presença de uma professora do IFG Aparecida em Lleida.”

 

Veja as fotos dos ensaios.

 

Serviço:

Estreia do espetáculo “Q” com Grupo Corpo Composto do IFG Aparecida de Goiânia

Direção: Antònio Gómez Casa

Datas e locais:

05 de maio – 19h30 - Teatro Cidade Livre – Ponto de Cultura Cidade Livre (Aparecida de Goiânia/GO)

11 de maio – 20h - Teatro do Espaço Sonhus – Lyceu de Goiânia (Goiânia/GO)

 

ENTRADA FRANCA

 

 

 

Coordenação de Comunicação Social e Eventos / Câmpus Aparecida de Goiânia

 

 

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